quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Voyerismo


 

Ele a espreitava ao longe.

Com o corpo desnudo,

Consumido pelos amores do cais,

Ela banhava-se nas margens do rio

Com o olhar perdido em águas profundas

 

Ele observava cada detalhe

Das curvas franzinas

Da triste moça

O seu desejo aumentava

A cada gota que deslizava

Sobre as coxas da jovem

 

Como um vício do prazer

Tornou-se um hábito

Observa-la todos os dias

 

Certa vez tomou coragem

Aproximou-se da mulher

Que tanto admirava

Apoderou-se da fragilidade dela

 

Amou-a com veemência

Partiu

Sem olhar pra trás

Deixando-a com as dores do cais

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