sábado, 16 de julho de 2016

BEM VINDO AO QUE EU SOUL

A pior dor é aquela que habita as profundezas da alma. Ela corrói as entranhas na sua navalha silente. As vezes tentamos seguir em frente, mas as arranhanduras põe-se a gemer e então você olha para atrás e mergulha num abismo sem volta. O coração pulsa em uma batida sangrante e seu corpo não parece caber mais naquela alma.
Talvez seguir em frente seja pensar que as feridas não são tão fundas e a tristeza já não tem razão de ser. E aceitar que a vida é mesmo de rasgos sem emendas
As vezes, pode ser ver teus olhos afundar nos meus e teu abraço me confortar, mesmo que a vida volte a me calejar.
Ah... Eu queria a leveza das tardes ingênuas em que acreditava na doçura de amar, mas cada vez que deixo o vento soprar a tempestade vem me devorar
E se, no olhar vago,  te contasse como eu cheguei até aqui? Será que você então me entenderia? E se eu te contasse que a cada sonho que tive se esvaiu  numa verdade... E que na minha tolice me entreguei a ilusão e vi meus amores um a um cair em perdição?

Ah... Foi-se o garoto que eu gostava, Ah... foi-se o passarinho verde.. Ah... foi-se o moreno ... Foi-se o cantor da rádio amor... Foi-se o equilibrista ébrio... Ah foi-se até meu branquinho, foi-se o homem das dores do cais e foi-se meu primeiro amor... Cada um que partiu levou consigo meu coração.. E o que de mim restou?
Nem sei mais... Será que existe a mim?

Meu erro foi acreditar nesse lance do olhar, nessa sensação serena de me encontrar num alguém, no riso frouxo dos amantes,  na delicadeza do tocar a pele , no sorriso estonteante que fascina...
Meu erro foi acreditar que todo mundo tem direito de ser feliz com essa coisa estranha que pulsa no peito, chamada AMOR.


Ana Carolina Alencar






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