sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O poeta sem nome


                             

Ela estava atordoada. Olhara ao redor, não reconhecia nada. Num instante sua mente clareou. Não sabia ao certo se era devaneio ou realidade ofuscante aos olhos.  Eram muros da Universidade do Porto, envolviam-na quase como abraço. Um breve suspiro. Já não podia mais conter em si. Quando ouviu sussurros.

-Mundo: fragmentos oníricos já diziam líricos – Era o poeta sem nome, homem de grande mistério.

              Entreolharam-se. Enamoraram-se. Beijaram-se. Ele desapareceu em brisa. Procurou-o sem sucesso. Refletiu sobre o dito do poeta.  Caminhou pelos imensos corredores. Imaginou-se menina correndo. Rodopiou. Entre livros se escondeu. Partiu. Mas com o mundo refeito em sonho.


Ana Carolina Alencar


Esse texto foi selecionado para fazer parte do ebook do Concurso Literário de Americana que eu participei
O link do ebook:http://www.editoraadonis.com.br/loja/uploads/lv_anexo/7a30122902c9d5c871f4256db5f17930.pdf
                           

             

 

 

 

 

Um comentário:

  1. Ondas são como o beijo:
    Oferecido pela pessoa amada
    Deixa-nos sedentos de amor.
    Mas quando frio, gelado
    Deixa-nos cada vez mais finitos.

    (Agamenon Troyan)

    ResponderExcluir