quarta-feira, 22 de junho de 2011

LUTO

Hoje, e somente hoje
Quero a roupa mais preta que houver
E mais disforme que se puder ver

Hoje, e somente hoje
Jaz aqui um sonho
Sonho este que me guiou até aqui

Hoje, só hoje
Rendo-me ao leito do horror
Até o amanhecer

Não quero sorriso
Quero sentir dor
Mas não a fingida
Que esconde de si
Que  deveras é dor!

Ana Carolina Alencar

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